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Queer

Tibete

Primavera e Horário de Verão

Astronomia: Relógios adiantam na madrugada do próximo domingo
24 de Março de 2008, 17:05
Os ponteiros dos relógios serão adiantados uma hora na madrugada do próximo domingo em Portugal Continental e na Região Autónoma da Madeira, passando a vigorar a hora legal de Verão.

De acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, quando for 1:00 de Domingo (30 de Março), os relógios serão adiantados 60 minutos, passando para as 2:00 horas da manhã.

Na Região Autónoma dos Açores a mudança será feita à 00:00 de Domingo, adiantando o relógio uma hora, passando para a 01:00 da manhã.

Este ajuste efectuado no começo da Primavera vem adicionar 60 minutos ao tempo de Greenwich, sendo uma forma de poupar recursos, pois o dia começa mais cedo, o que permite um melhor aproveitamento da luz da manhã e também do final do dia, encurtando o tempo de utilização da iluminação artificial.

A ideia dos relógios serem adiantado para permitir aproveitar melhor as horas de sol foi do inventor Benjamin Franklin, em 1784 nos Estados Unidos da América.

A denominada “hora de Verão” foi adoptada em 1916 por alguns países europeus, inclusive Portugal, durante o período em que os dias são maiores.

De acordo com o Diário da República de 1996, dando cumprimento à Sétima Directiva n.o 94/21/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 30 de Maio de 1994, a fixação da data e a hora comuns para o início e o fim do período da hora de Verão surge como forma de “facilitar os transportes e as comunicações e assim contribuir para o pleno funcionamento do mercado interno”.

Fonte: LUSA

Update do mundo

Acontecendo por altura desta Páscoa:

Sobre o Tibete:

Caso da aluna que agrediu a professora:

Hebe Camargo completa 79 anos

Ícone vivo da história da TV brasileira, Hebe Camargo completa 79 anos neste sábado (8), Dia Internacional da Mulher. Ela nasceu em Taubaté (SP), em 8 de março de 1929. A apresentadora vai comemorar a data em um hotel de Porto, em Portugal, no próximo dia 15, e deve passar uma semana no país.

A festa promete ser de arrromba, já que Hebe embarca na próxima quinta (13), com cerca de 40 amigos. O único filho da apresentadora, Marcello Camargo, 43, fruto de seu casamento com Décio Capuano, também viaja com ela. Hebe também foi casada com Lélio Ravagnani, morto há oito anos.

Infância simples

Filha de Ester e Fego Camargo, que era violinista do Cinema Politeama em Taubaté (na época do cinema mudo), Hebe teve infância humilde. A situação financeira da família piorou, quando o cinema foi sonorizado e seu pai perdeu o emprego.

Em 1943, a família resolveu ir para São Paulo, onde o pai de Hebe conseguiu emprego na rádio Difusora. No ano seguinte, a adolescente Hebe começou a se apresentar em programas de calouros das rádios, imitando Carmem Miranda (1909-1955).

Depois de ser premiada várias vezes, Hebe formou o Quarteto Dó-Ré-Mi-Fá, junto de sua irmã Stela e das primas Helena e Maria. Logo elas foram contratadas pela rádio Tupi. O grupo acabou três anos depois, quando uma das primas se casou. Hebe e Stela resolveram formar então a dupla sertaneja Rosalinda e Florisbela. Como a dupla não deu certo, Hebe resolveu seguir carreira solo.

Carreira solo

A nova carreira deu certo e Hebe passou a ser conhecida como “A Estrela de São Paulo”. Ela chegou a gravar um disco em homenagem a Carmem Miranda e a participar de filmes de Mazzaropi (1912-1981). Em um deles contracenou com Agnaldo Rayol.

O sucesso como cantora deu a Hebe a chance de entrar na TV. Em 1955 estreou o primeiro programa feminino da TV brasileira: “O Mundo é das Mulheres”. Nessa época, chegou a apresentar cinco programas por semana.

Casamento

Em julho de 1964, Hebe interrompeu sua carreira televisiva para se casar com o empresário Décio Capuano. Os dois tiveram o único filho da artista, Marcello Camargo, em 20 de setembro de 1965.

Mas logo Hebe retomou seu trabalho, com um programa na rádio Excelsior. Em 6 de abril de 1966, estreou na TV Record o “Programa Hebe”, tendo como convidado nesse dia o cantor e compositor Roberto Carlos. A atração bateu recorde de audiência, chegando a obter 70% dos telespectadores.

A apresentadora terminou sua união com o empresário Décio Capuano em 1971. Dois anos depois, conheceu Lélio Ravagnani, com quem viveu até 2000, ano em que ele morreu.

Retorno para a TV

Depois de uma pausa de quase dez anos, Hebe retornou em 1979 à televisão, na Band. Seu programa era exibido nas noites de domingo e, depois, nas noites de sexta. O programa durou quatro anos, quando foi tirado do ar pela emissora.

Em 1985 ela recebeu convite do SBT e, em novembro do mesmo ano, assinou contrato com Silvio Santos. A estréia foi em 4 de março de 1986. Desde então, ela comanda o programa “Hebe”, famoso pelo sofá onde sentam as celebridades do país nas noites de segunda-feira.

Hebe retomou recentemente a carreira de cantora. Em 1999, gravou o disco “Pra Você”. Em 2001, lançou “Como é grande o meu amor por você – Hebe e convidados”, com participações especiais de Chico Buarque, Caetano Veloso, Zezé di Camargo e Luciano, Simone, Nana Caymmi, Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo e Fábio Jr.

Hebe foi eleita pelos paulistanos, em pesquisa de 1990, como “A Cara de São Paulo”.

Fonte: Folha de São Paulo
08/03/2008 – 10h53

“Burguesinha” – Seu Jorge

Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha

Quem esteve na praia, quem pulou carnaval ou deixou o rádio sintonizado nas FMs da hora, certamente ouviu neste verão a música 3 do mais recente CD de Seu Jorge, “Burguesinha”. Sambinha gostoso, com sonoridade muito semelhante ao seu sucesso anterior, “Carolina”, tornou-se em pouco tempo hit do verão.

Hits do verão, aliás, costumam nos deixar de cabelos em pé. Quem não lembra do Netinho, do É o Tchan, do Terra Samba? Ou da terrível “Hoje é festa lá no meu Apê”, do glorioso Latino? Músicas cantadas ou dançadas por pseudocelebridades, não por músicos, e com letras rasas e apelativas, apesar do tom infantil de termos como bundalelê (para mim, nada mais, nada menos que orgia, bacanal). Pois é por isso mesmo que ouvi com certa surpresa e até alegria o povo todo cantarolando e se rebolando com “Burguesinha” nas festas mais populares aqui do nosso litoral gaúcho.

A música faz parte do quarto CD solo de Seu Jorge, América Brasil, composto de onze faixas de muito samba rock e que tem recebido algumas críticas dos entendidos de música. O jornalista carioca Mauro Ferreira, por exemplo, acha que o CD “pouco oferece além das levadas, com versos-clichês sobre a falta de dinheiro e o duro cotidiano do povo brasileiro”. O próprio Seu Jorge teria dito que se trata de um disco doméstico, para tocar no churrasco, no computador. Mas como não pretendo comparar Seu Jorge com ele mesmo, e sim Seu Jorge com hits de verões passados, me parece que há espaço para certo otimismo.

Em apenas 16 versos, quatro estrofes, sem contar o refrão, a letra da música composta por Seu Jorge, Gabriel Moura e Pretinho da Serrinha esbanja ironia, não a ironia cáustica de um Machado de Assis, mas a ironia acomodada e “boa praça” do samba, da bossa nova. Ao mesmo tempo em que saúda a burguesinha, um filé de moça, critica com certa veemência o capricho das nossas elites, sempre virada de costas para a realidade da população em geral, lembrando que a população não apenas não come croissant como sequer saca dinheiro, sequer faz o cabelo, espremida entre a rotina estafante e a falta de dinheiro.

No refrão, a repetição da palavra burguesinha soa como a repetição de uma condição, a burguesinha sempre será burguesinha, geração a geração terá seus caprichos satisfeitos. O que muda, de tempos em tempos, é o objeto do capricho, sendo hoje croissant ou suquinho de maçã; ontem, passeio de moto; no tempo da minha avó, meias de nylon.

É possível, admito, que as meninas de salto alto que rebolavam ao som da música na beira de uma rica praia aqui do Sul não tenham percebido essa ironia ou, até mais provável, se orgulhem de comer filé, suquinho de maçã, malhar todos os dias e ir pra casa de praia no fim de semana. Ocorre que essa geração, a minha geração, não tem lá muitas ilusões ideológicas e antes de se envergonhar pelo rótulo de “burguesa”, envergonhar-se-ia com o rótulo de “trabalhadora”, pois é uma geração contaminada pela lógica fácil do individualismo e seduzida pelas promessas de felicidade capitalista.

Nesse sentido, “Burguesinha” celebra o bem viver, o american way of life, sintetizando em alguns ícones o que marca a pequena burguesia, essa necessidade de mostrar-se diferenciada, consumir o que há de melhor, estar na moda, malhada, o que a torna quase um hino debochado daqueles que perseguem exatamente esse modo de vida. Mas o faz ambiguamente, e aí a beleza de qualquer arte, pois narra do ponto de vista da própria classe favorecida, estratégia formal que um crítico, falando sobre Brás Cubas, chama de “delação de classe”: é evidente que se a música adota o ponto de vista da burguesinha é para ironizar sua superficialidade, revelar sua pobreza intelectual ― ainda que ironize e revele sem acusar, sem protestar ― e não realmente bajular aquelas que enfeitam os calçadões.

Decerto se comparada a outros hits de abordagem social, como algumas canções do Chico, do Legião Urbana, dos Titãs, a música parecerá própria a um passageiro hit de verão, pois tira de uma problemática profunda meia dúzia de situações, não proporcionando reflexão ou crítica. Não chega perto de um “Marvin” ou de um “Faroeste Caboclo”, e nem se fale de “Gente Humilde”, “Saudosa Maloca”, mas talvez seja o máximo que uma canção que se quer mercadológica consiga fazer nos tempos de hoje, quando política virou motivo de chacota da imprensa e Marx uma personagem restrita aos livros de história. Não por acaso o melhor Chico de hoje está nos romances, o funk desceu os morros só com o lado chulo, o cinema transformou a história de Olga numa história de amor.

Curioso é uma música dessas ser acolhida pela própria “burguesia” como seu hit de verão, tocar em caras festas de carnaval, sofisticados luaus à beira mar, festivais adolescentes, carros importados. Alguns mais otimistas dirão que é fruto de uma gradual tomada de consciência, o que pode ser um pouco verdade, mas pode apostar que verão que vem, ou no outro, volta um hit da Kelly Key, do Leonardo, do Latino. E cantaremos sem culpa tal qual a neta do Gerdau há de estar cantarolando “burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha”…

Marcelo Spalding
Porto Alegre, 6/3/2008

“Dentro do mar tem rio” ― Maria Bethânia Ao Vivo

Um mergulho pelas águas de uma Cabocla

“Dentro do mar tem rio/ Dentro de mim tem o que?” são os versos que introduzem a canção “Beira-mar”, produzida por Capinam e melodia de Roberto Mendes, e tematizam o mais recente álbum Dentro do mar tem rio ― Maria Bethânia ao vivo, gravado no Canecão, nos dias 17, 18 e 19 de agosto de 2007.

Ao curso das canções, Maria Bethânia responde àquela pergunta valendo-se de excertos literários de escritores brasileiros (João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa) e portugueses (Sophia de Melo Breyner, Álvaro de Campos ― heterônimo rebelde de Fernando Pessoa) e de canções líricas e de protesto, compostas por artistas consagrados (Dorival Caymmi, Luiz Gonzaga, Caetano Veloso, Chico Buarque, Chico César), da safra musical contemporânea (Ana Carolina, Jorge Vercilo, Wanessa da Mata) e músicas de domínio público (”Pedrinha miudinha”, “Cantigas populares”, “Meu divino São José”) ― marca da sua produção musical.

Compilação dos dois álbuns lançados simultaneamente em 2006 (Mar de Sophia e Pirata), Dentro do mar tem rio revela o olhar da cabocla Maria Bethânia, debruçado sobre o mundo que a circunda, denunciando, sempre de maneira singela, mas incisiva, as mazelas de um progresso vazio ― outra vez utilizado no álbum Brasileirinho (2003). A partir do instante que busca traduzir as águas doces e salgadas do Brasil e de si mesma, Bethânia transparece o saudosismo e a felicidade de quem nasceu e viveu às margens do rio (o Subaé e o Sergimirim), pois “perto de muita água tudo é feliz”, de acordo com Guimarães Rosa; e a revolta e indignação daquela que assistiu à morte desse rio e que sofre com as implicações desse fim: “Agora compro uma passagem/ Agora ainda estou aqui/ Agora sinto muita sede”, de Tony Bellotto, Charles Gavin, Branco Mello, Nando Reis, Marcelo Fromer, Paulo Miklos, Sérgio Brito e Arnaldo Antunes.

Nesse álbum, percebemos que Maria Bethânia ao passo que grita mais baixo, mais forte discursa. Se em 1965 (auge da ditadura militar) ela gritava “Eu vivo num tempo de guerra”, de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, hoje ela discursa “Se me der a folha certa/ E eu cantar como aprendi/ Vou livrar a Terra inteira/ De tudo que é ruim”, de Jota Velloso; se no show Opinião ela dramatizava “Carcará pega mata e come”, de João do Vale, nesse álbum é a “Asa Branca” de Gonzaga que denuncia a ausência de água. É o compromisso daquela que tão bem sabe unir o protesto e o lírico, sem abrir mão da palavra interpretada.

O Rio de Janeiro, berço de grandes belezas naturais brasileiras, também é referenciado pela cantora. Partindo de “O nome da cidade”, de Caetano Veloso, até chegar ao “Sábado em Copacabana”, de Dorival Caymmi, Maria Bethânia discorre sobre a primeira impressão do caboclo que chega ao Rio de Janeiro e percebe as contradições de uma cidade banhada pelas águas, mas que vivencia os mesmos problemas de uma terra seca, ou seja, sem vida: “O Redentor que horror, que lindo/ Meninos maus, mulheres nuas/ Ôôôô êh boi êh bus/ [...] Sertão ê mar”. O canto do sertanejo já não chama pela boiada, mas pelos ônibus das grandes cidades, metaforizando o deslocamento do interiorano, que, envolvido pelo desenvolvimento das metrópoles, deixa o seu rancho estigmatizado pela seca. A partir dessa leitura, nos vem à mente a trajetória de Severino, o retirante de Morte e vida severina, de João Cabral, que sai da sua terra, ostentando uma vida menos agreste na cidade grande, mas que encontra na metrópole problemas semelhantes aos da sua terra. Nessa canção, percebemos outra contradição do Rio de Janeiro, que carrega no seu próprio topônimo: Rio, uma cidade que possui mais mar que rio: “Cheguei ao nome da cidade/ [...] Rio que não é rio: imagens/ [...] Este rio é mais mar que o mar?”.

Passada a primeira impressão, o olhar do caboclo agora se volta para os encantos cariocas e logo se imagina “Um bom lugar para encontrar: Copacabana/ Pra passear a beira-mar: Copacabana”. A mesma cidade sendo interpretada por visões distintas.

“Eu que não sei quase nada do mar” pontua uma das canções líricas do álbum. Produzida por Ana Carolina e Jorge Vercilo, a canção trata do relacionamento amoroso de um casal, com passagens que beiram a sensualidade dos parceiros. O eu lírico (feminino) descreve a sua relação, empregando vocábulos e expressões referentes ao mar: “E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer/ Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer”. O mar é a metáfora da relação amorosa, marcada por oscilações, calmaria, marés baixas e altas. Notamos que, independente da situação, o eu lírico permanecerá sempre ao lado e buscando ajuda da pessoa amada: “Me agarrei em seus cabelos, sua boca quente pra não me afogar/ Tua língua correnteza lambe minhas pernas como faz o mar”. Também percebemos a semelhança entre os parceiros, que se vêem refletidos um no outro, nesse espelho d’água que é a relação: “Clara noite rara nos levando além da arrebentação/ Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão”.

E, ao longo desse percurso pelas águas doces e salgadas, Bethânia pede proteção a entidades do candomblé: Iemanjá (rainha das águas salgadas), Oxum (rainha das doces), Iansã (dona do raio e do vento) e Nanã (orixá ancião, responsável pelo início de tudo); e do catolicismo: São Francisco, São José e Santo Amaro. Essa junção de ícones religiosos caracteriza a formação sincrética da própria cantora e roga-os para proteger O marujo português, os velhos marinheiros do mar da Bahia e aqueles que têm a metade da alma feita de maresia.

Cantora que prima pela intertextualidade entre as canções, Maria Bethânia, no segundo ato, constrói uma série a partir de “Amor é sede depois de se ter bem bebido” (Guimarães Rosa), que introduz a canção “A saudade mata a gente” (João de Barro/ Antônio Almeida), passa por “Gostoso demais” (Dominguinhos/ Nando Cordel), “Você” (Erasmo Carlos/ Roberto Carlos) até “Sob medida” (Chico Buarque). Um mergulho pelas profundezas das águas, que paulatinamente vai se distanciando e chegando à superfície, para logo após voltar ao fundo do mar e recuperar a “Memória das águas”, de Roberto Mendes e Jorge Portugal, e “O Rio”, de João Cabral.

Ao chamar escritores portugueses e brasileiros para o mesmo barco, a fim de navegar por mares nunca dantes navegados, parafraseando o poeta Camões, Bethânia quebra as barreiras românticas que separam as literaturas por nacionalidades, ao interpretar a poesia “Poetas populares”, de Antonio Vieira: “A nossa poesia é uma só/ Eu não vejo razão pra separar/ Todo o conhecimento que está cá/ Foi trazido dentro de um só mocó”. O texto chama atenção para a importância do ensino e da leitura das poesias dos poetas populares nas escolas, a fim de levar os estudantes a valorizar as temáticas singelas desses escritores e, por conseguinte, da própria vida: “A escola devia ensinar/ Pro aluno não me achar um bobo/ Sem saber que os nomes que eu louvo/ São vates de muitas qualidades”. Pura cidadania, sobretudo, pelos versos da canção “Filosofia pura”, de Roberto Mendes e Jorge Portugal, cantados a seguir: “Pois trocar vida com vida é somar na dividida/ Multiplicando o amor”. É o desejo daquela que se propõe a enfatizar a formação daqueles que serão responsáveis pela construção de um mundo melhor.

Mais adiante, dando continuidade às interpretações de textos literários e direcionando sua ótica para o protesto, Bethânia dramatiza “Ultimatum” (1917), de Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa). É o discurso de quem anseia por mudanças e observa a reacionária conduta brasileira, enfatizando a suposta descoberta do novo mundo: “Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral que nem te queria descobrir [...]/ O mundo tem sede de que se crie/ O que aí está a apodrecer a vida, quando muito, é estrume para o futuro. [...]/ Eu, da raça dos navegadores, afirmo que não pode durar!/ Eu, da raça dos descobridores, desprezo o que seja menos que descobrir um novo mundo.” Ao dramatizar essa poesia, Bethânia ressalta a necessidade de mudar determinados comportamentos dos brasileiros, criticando aqueles que passivamente assistem ao fim do país, submetem-se aos “aristocratas de tanga de ouro”, “frouxos” e “radicais do pouco” e servirão de “estrume para o futuro”. Uma nação de “socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhador/ Para quererem deixar de trabalhar”, numa referência menos velada ao atual governo, em quem, aliás, votou.

Concluindo o segundo e último ato, Maria Bethânia referencia o carnaval, entoando a marchinha “Ala-lá-ô” e “Frevo molhado”, depois de ter cantado “Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite”, de David Corrêa e Jorge Macedo, mostrando que a água também se faz presente em instantes de felicidade como aquele, retomando a citação de Guimarães Rosa, “Perto de muita água tudo é feliz”.

Ao fim e ao cabo desse encontro entre mar e rio, percebemos os nossos sentimentos banhados pelas águas da cabocla Bethânia. A voz da senhora de engenho sempre nos relava e soa como flecha ardente, entoando os sentimentos mais profundos emanados das águas e denunciando aqueles que desejam por fim a essa força, que, na voz de Bethânia, nunca seca.

Kleber de Oliveira Silva
São Paulo, 7/3/2008

Fenómeno Tony Carreira 2

Fenómeno Tony Carreira

Tony Carreira põe Atlântico em delírio
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Envolvente e muito sedutor
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Os cartazes pintavam a plateia de cor e declarações de amor e provavam que Mickael já é mais do que o filho de Tony Carreira. Aos 21 anos, o puto cresceu e
Tony Carreira quer surpreender as fãs
Correio da Manhã - 14 Fev 2008
Nestes três concertos, Tony Carreira promete apresentar a sua maior produção de sempre a nível cénico, “maior ainda do que aquela que mostrou da última vez

Não haveria muitas mulheres para viver com uma pessoa como eu
Correio da Manhã - 8 Mar 2008
Um cantor como o Tony Carreira, que aparentemente tem tudo, ainda tem muitos sonhos? – Há pessoas com fortunas enormes que são infelizes e pessoas que não

Fundação Amazónia Sustentável

Bradesco Capitalização

Ao adquirir um Pé Quente Bradesco Amazonas Sustentável, parte do valor arrecadado é destinada à Fundação Amazonas Sustentável, que desenvolve programas e
www.bradescocapitalizacao.com.br/amazonasSustentavel.asp


RSA

O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, e o ex-ministro Luiz Fernando Furlan destacam a importância de a Fundação Amazonas Sustentável ser uma entidade
www.bradescorsa.com.br/rsa/conteudo/noticias/socioambiental.aspx


ARCHIVO

A FASE Amazônia, em parceria com outras entidades da região, está realizando nos dia 02 a 04 Programa Cone Sul Sustentável, da Fundação Heinrich Böll,
www.boell-latinoamerica.org/pt/web/759.html


Uma nova ocupação territorial para a Amazônia

Fundação – Os termos de ajustamento de conduta para os projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia que estão sendo promovidos, desde 2003,
www.boell-latinoamerica.org/pt/web/765.html


Fundação Amazonas Sustentável

Assim, o Governo do Estado do Amazonas e o Banco Bradesco S.A., decidiram instituir a Fundação Amazonas Sustentável – FAS, entidade civil, com personalidade
fas-amazonas.org/


Portal Oficial do Governo do Estado do Amazonas

Amazonas Sustentável · Amazonas Florestal · Amazonas Ambiental é localizado em área próxima ao Centro de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável (CADS) e
www.sds.am.gov.br/noticia.php?xcod=3819


Portal Oficial do Governo do Estado do Amazonas

O Governo do Amazonas deu mais um passo concreto na direção da preservação ambiental com a oficialização da criação da Fundação Amazonas Sustentável,
www.sds.am.gov.br/noticia.php?xcod=4505


Portal do Governo

A Fundação Amazonas Sustentável é uma instituição privada sem fins É um programa da Fundação Amazonas Sustentável em parceria com o Governo do Amazonas
www.amazonas.am.gov.br/noticia.php?cod=670


Bradesco investe 20 milhões na recém criada Fundação Amazonas

A recém lançada Fundação Amazonas Sustentável é a primeira grande ação do Banco do Planeta, órgão criado pelo Bradesco, Parceiro Mantenedor do Akatu,
www.akatu.org.br/…/acoes/2008-1/bradesco-investe-20-milhoes-na-recem-criada-fundacao-amazonas-sustentavel


Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas .:. -

Lembrando que o Amazonas faz a sua parte quando cria a primeira Lei de Mudanças Climáticas do país e a Fundação Amazonas Sustentável, que já conta com

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